Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;


A Artrite Reumatoide (AR) ou Doença Reumatoide (DRe) é uma doença inflamatória crônica sistêmica que afeta aproximadamente 6% das mulheres e 2% dos homens, com o surgimento dos primeiros sintomas geralmente após a quarta década de vida (2). Caracteriza-se pelo acometimento das membranas sinoviais das articulações, culminando em inflamação, inchaço e formação de pannus. Além do envolvimento articular, a DRe pode afetar órgãos como pulmões, medula óssea e olhos (1,2).

A patogênese da DRe envolve a formação de imunocomplexos nas articulações, com a presença de fator reumatoide – anticorpos direcionados às proteínas do tecido conectivo articular (2). A atração de leucócitos para o espaço articular desencadeia uma resposta inflamatória mediada pela liberação de leucotrienos, prostaglandinas, tromboxanos e radicais livres oxidativos (2). Essa agressão autoimune crônica resulta no espessamento da membrana sinovial, acúmulo de líquido articular e erosão da cartilagem e tecido ósseo (2). A DRe pode acometer qualquer articulação sinovial, sendo mais comum o envolvimento simétrico e bilateral das articulações interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas, punhos e metatarsofalangeanas (2).

A doença manifesta-se por períodos de exacerbação inflamatória e dor articular, intercalados por remissões (2). A queixa de rigidez articular matinal com duração de pelo menos uma hora é frequente (2). A longo prazo, pode levar a deformidades e perda da função articular, instabilidade da coluna vertebral, síndromes compressivas neurológicas, ruptura de tendões e da bolsa sinovial, e úlceras cutâneas necróticas secundárias a vasculites e microtrombos arteriais (2). O estresse orgânico inflamatório induz catabolismo proteico intenso, mediado por citocinas inflamatórias como IL-1 e TNF-α (2). Na fase aguda, o metabolismo hepático prioriza a síntese de proteínas inflamatórias e imunoglobulinas em detrimento de proteínas estruturais como a albumina (2). Esse quadro crônico pode evoluir para caquexia e sarcopenia progressiva (2).