Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;


Introdução

A contração muscular e todos os processos celulares dependentes de energia são supridos primariamente pelo trifosfato de adenosina (ATP), a principal molécula orgânica responsável pela energia química celular (1). O ATP libera grande quantidade de energia livre ao ser hidrolisado em adenosina difosfato (ADP) e fosfato inorgânico (Pi) (1). A concentração de ATP no músculo esquelético em repouso é de aproximadamente 4-5 mmol/kg de peso úmido (3). Para evitar a depleção fatal de ATP, sua concentração no sarcoplasma é mantida por ressíntese contínua a partir do ADP, essencialmente na mesma taxa de sua quebra. Três mecanismos principais estão envolvidos na ressíntese de ATP para a geração de força muscular: a hidrólise de fosfocreatina (PCr), a glicólise e a fosforilação oxidativa (1, 3). Esses processos são influenciados pela intensidade e duração do esforço físico; mesmo em condições extremas de exercício, a depleção total de ATP não é observada (1).