Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;
Introdução
A doença celíaca (DC) é uma enteropatia inflamatória mediada por características autoimunes e ativada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Pode ser diagnosticada em qualquer idade (2, 5). A doença afeta cerca de 1-3% da população mundial, com maior incidência entre familiares de indivíduos celíacos e com ascendência europeia (5).
Apesar dos consideráveis avanços, muitos celíacos, predominantemente adultos, não são diagnosticados nem tratados, o que caracteriza a atual epidemiologia da DC como um "iceberg celíaco" (5). No "pico do iceberg" encontra-se uma pequena parcela da população celíaca sintomática, que apresenta positividade sorológica (elevação dos anticorpos contra a transglutaminase tecidual), carrega pelo menos um alelo HLA-DQ2/DQ8 e tem atrofia das vilosidades intestinais (5). Na porção "submersa do iceberg", está a maior parte dos celíacos não diagnosticados, que podem ser classificados como assintomáticos (apresentam alterações clássicas da doença, mas sem sintomas intestinais ou extraintestinais) ou como celíacos subclínicos/potenciais (assintomáticos, sem lesão intestinal típica, mas com positividade sorológica e pelo menos um dos haplótipos HLA-DQ2/DQ8) (5).