Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;
Introdução
A anteriormente conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) engloba um espectro de condições que variam desde uma simples esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) até a esteato-hepatite não alcoólica (NASH), que representa a forma agressiva e inflamatória da DHGNA (4, 6). A DHGNA é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, resultante de diversos distúrbios, excluindo causas secundárias como abuso de álcool e desordens hereditárias (2).
É considerada a manifestação hepática da síndrome metabólica (4), que geralmente inclui obesidade, diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e dislipidemia (1). A MASLD é uma das principais causas de danos hepáticos globalmente (1) e sua prevalência é alarmante, sendo considerada a epidemia hepática da atualidade (6). Estima-se que afete 34% a 46% da população adulta e 70% a 80% dos indivíduos obesos em países ocidentais (6). É a principal causa de doenças hepáticas no mundo, com previsão de se tornar a maior indicação de transplantes hepáticos (7). Mais da metade dos pacientes com DM2 apresentam algum grau de excesso de gordura no fígado.