Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;
Introdução
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (a força exercida por unidade de área nas paredes das artérias) (1, 5). Para ser definida como hipertensão arterial, a pressão arterial sistólica (PAS), a pressão durante a fase de contração do ciclo cardíaco, precisa ser de 120 mmHg ou acima disso; ou a pressão arterial diastólica (PAD), a pressão durante a fase de relaxamento do ciclo cardíaco, precisa ser de 80 mmHg ou mais (5).
A HAS é um fator de risco forte, independente e etiologicamente relevante para doenças cardiovasculares (CV) e renais. A relação entre pressão arterial e o risco de doença cardiovascular é direta e progressiva: à medida que a pressão arterial sobe, o risco de doença CV aumenta em todas as faixas de pressão, inclusive da pressão arterial pré-hipertensiva e hipertensiva (6). Atualmente, a hipertensão é responsável por 45% das mortes cardíacas e 51% das mortes por Acidente Vascular Encefálico (AVE) (7).