Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;
Introdução
A Síndrome Pré-Menstrual (TPM) é um complexo de sintomas físicos, cognitivos e emocionais que ocorrem durante a fase lútea do ciclo menstrual, diminuindo rapidamente com o início da menstruação (1). Pode afetar mulheres de todas as idades, em um período variável de 7 a 14 dias que antecedem a menstruação, desaparecendo até o final do fluxo (2, 3). A TPM ocorre apenas em ciclos ovulatórios, não manifestando-se na pré-puberdade nem na menopausa (1).
Estudos já demonstraram diversos impactos da fase lútea na mulher, como a diminuição da qualidade de vida e do sono, piora de comorbidades psiquiátricas e aumento no consumo de álcool (3).
Mais de 200 sintomas já foram associados à TPM, com diferentes intensidades. Os mais comuns incluem:
- Estresse/irritabilidade (2)
- Ansiedade (2)
- Humor deprimido/depressão (2)
- Insônia (2)
- Distensão abdominal e das mamas (2)
- Dificuldade de concentração (2)
- Hiperfagia (1)
- Desejos por doces (3)
- Retenção hídrica (1)
- Dores no corpo (1)
- Enxaqueca (1)
- Aumento de peso e sensação de peso nas pernas (2)
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)
Algumas mulheres apresentam Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), uma forma grave de TPM. No TDPM, os sintomas ocorrem regularmente e apenas na segunda fase do ciclo menstrual, desaparecendo com a menstruação ou logo após seu início. O humor é marcadamente depressivo, e a ansiedade, irritabilidade e labilidade emocional são pronunciadas. Pensamentos suicidas podem estar presentes. O interesse nas atividades diárias é reduzido. Em comparação com a TPM, o TDPM causa sintomas graves o suficiente para interferir nas atividades diárias de rotina ou no funcionamento geral, sendo um transtorno grave, angustiante, incapacitante e frequentemente subdiagnosticado.