Autor/Editor: Pedro Miguel - Formado em Nutrição pela UFMG; Pós graduado em Fitoterapia; Membro ISAK; Advanced Nutrition Specialist, pela IFBB; Colaborador do livro Biodisponibilidade de nutrientes; Graduando em psicologia;
Introdução
A vida adulta intermediária é cronologicamente definida como o período entre 40 e 65 anos, embora essa delimitação seja arbitrária e não haja um consenso universal. Dados do estudo de Meia-Idade nos Estados Unidos (MIDUS) indicam que a maioria das pessoas nessa faixa etária apresenta boas condições físicas, cognitivas e emocionais, além de uma satisfatória qualidade de vida (1). Contudo, a experiência da meia-idade é multifacetada, influenciada por saúde, gênero, raça/etnia, nível socioeconômico, coorte cultural, personalidade, situação conjugal e parental, e emprego (1). Altos níveis de bem-estar psicológico, por exemplo, predizem indicadores positivos de saúde, como perfil lipídico, pressão arterial, resistência à insulina, saúde cardiovascular, obesidade e problemas crônicos (1). Fatores psicológicos, como bem-estar e senso de controle pessoal, exercem maior influência em indivíduos com baixa escolaridade ou baixo status social (1). A meia-idade é marcada por crescentes diferenças individuais e múltiplas trajetórias de vida, podendo ser um período de declínio e perda ou de domínio, competência e crescimento (1).